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| Entrada do Hemosc, no interior do HU-UFSC |
Campanhas tocantes pipocam na TV incentivando a doação de sangue, produto que salva vidas e vive escasso nos hospitais. A campanha aparece ao lado de muito incentivo ao alcoolismo, as loiras gostosas que descem redondo. Nas datas cruciais, feriadões, ano novo, carnaval, os estoques baixam a níveis mais que críticos. Santa Catarina tem quase 300 municípios, porém menos de meia dúzia abriga um Hemosc, única entidade apta à coleta. Ás vezes a unidade móvel viaja a alguma outra cidade e faz coleta por dois dias. Camboriú reune um milhão de turistas no Ano Novo, mas não há Hemosc. Itajaí tampouco.
A pergunta é : por que nossos parlamentares e executivos em todos os níveis tão relapsamente se omitem na busca de instalação de unidades do Hemosc? A resposta é fácil. Omitem-se da mesma forma que se omitiram em boa parte das questões cruciais para a população. Omitem-se porque são despreparados, sem espírito cívico, interessados em seus próprios privilégios e mamatas. Vampiros, sanguessugas. A questão não é só brasileira. Lembremos do escândalo do sangue contaminado na França, dito primeiro mundo.
Por estar no Hospital Universitário da UFSC, na capital - Ilha da Fantasia - Florianópolis, acompanhando um familiar doente, realizei o desejo de doar sangue. Ninguém me convidou ou sugeriu. Até para indicarem a sala, foi preciso perguntar e andar para lá e para cá. Lá chegando, não havia coleta, era feriadão, só se faz em determinadas horas. Pessoal e atendimento limitados.
O bom seria que a população se educasse e conscientizasse, para não sair matando a si mesmo e aos outros, em acidentes estúpidos e violência urbana. Que o sangue só fosse necessário para cirurgias, tratamentos. Enquanto isso, precisamos de mais Hemosc. Qualquer um pode necessitar. Deveria, para merecer ser atendido, já haver doado ou fazê-lo regularmente. Ainda bem que acabaram-se os tempos lastimáveis em que pessoas em situação de privação doavam sangue para ganhar um cheque. Deve-se doar por ser humano e civilizado. Eu ganhei um café com sanduiche. Havia ovo cozido também. Foi rápido e a gente se sente muito melhor do que quando entrou. A gente se sente gente.
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| Depois da doação, um lanchinho no Hemosc. |
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| Hospital Universitário da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina |



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