terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Cala boca, Philco!


Piii, piiii, piiiii, piiiii......Quatro apitadas estridentes é o que produz o forno de microondas Philco (PMS18N2), após você esquentar um café ou chazinho. Se não correr logo para retirar, ele apita tudo de novo, e logo de novo. No meio da noite, até os vizinhos escutam.Acorda o pessoal de casa, caso algum insône resolva esquentar algo no meio da noite. Fosse para deficiente auditivo, estaria justificado. Ao teclar os números, dá-lhe mais apito. Para cancelar, adivinha: piiiiii! Já pensei em quebrar, achar o lugar do apito para desativar, mas tenho tentado enganá-lo abrindo antes que apite. Daí cancelo o mostrador e apita menos vezes.

Vi outras pessoas reclamando nos sites de avaliações e compras on-line. Resolvi colocar minhas sugestões diretamente no site da Philco, em respeito à marca que conhecemos como coisa boa, desde criança. O site, contudo, é daqueles feitos para o cliente desanimar. Inúmeros campos obrigatórios. Invasão de privacidade total. Desisti. Se tenho que me entregar inteira ao site da Philco, então me cadastro nos sites de avaliação e aproveito para falar de todos os produtos e marcas, publicamente.

É um microondas pequeno, bonitinho, feito para pessoas sozinhas ou um casal. Não é o microondas da Dona Benta, chefe de cozinha, nem para a Casa Grande e a Senzala. Só quero esquentar meu prato de comida, a pizza congelada, um prato de brigadeiro. Mas o ser este - o microondas - acredita que vou ficar praticando tudo aquilo que vem no manual. Li, entendi, não memorizo e não vou usar. Potência? Sei o que é na matemática. Trabalho fora, em casa estou estudando, fazendo tarefas. Não tenho uma "relação" com meu maravilhoso microondas. O gênio que aprovou o produto não pensou em praticidade, gente vap-vupt que chega e sai de casa.

Há vários recursos como cozinhar em quilo, etc, como se eu tivesse uma balança para ficar pesando, etc. No entanto, absurdo dos absurdos, além de ser um microondas gritão, que fica dando bronca, ele sequer consegue manter a hora no reloginho. Este item é importante no meu life-style. Confiro a hora por onde ando. Tem um relógio na parede, e o do microondas ajuda a conferir. Faltou energia elétrica, tchau, lá fica em branco o reloginho. Adeus à hora, caso desconecte da tomada para limpar. A tomada tem que ser aquela de três pinos, portanto recebeu gambiarra para funcionar na minha pequena cozinha.

Tenho saudade de meu primeiro forno, que tinha dois botões redondos e pronto. Ao terminar a operação, estalava uma discreta campainha. Potência? Estava bem claro: média, forte, muito forte... Não tinha reloginho, mas não gritava comigo o tempo todo. Simplicidade, grande valor que muito departamento de Engenharia de Produto vai levar décadas para entender. Sim, queridos, muitos de nós fazemos mil e uma outras coisas, além de ter uma relação com um lindo microondas. Empresa que não quer ouvir o que o consumidor tem a dizer, de graça, tem que gastar mesmo milhões em pesquisas elaboradas de mercado. Corre o risco de sumir do mapa. Afinal, dá para viver sem a Philco.

domingo, 19 de dezembro de 2010

UAB - Universidade Aberta do Brasil - no Colégio Nereu Ramos - Itajaí


Há um ano e meio, o Colégio Nereu Ramos, em Itajaí, sedia uma graduação em Letras-Inglês da UFSC, no Pólo de Educação à Distância da Universidade Aberta do Brasil. Em 2011, começa mais uma turma, agora de Espanhol. Desde que me lembro, este espelho esteve aí, no BWC das professoras. Do mesmo jeitinho, assim meio solto da moldura de madeira e mergulhado na água ao redor da pia, onde também se ensopa o papel higiênico. Mea culpa, deveria ter pedido licença à direção, para trazer a furadeirinha de casa, uma bucha e um parafuso, para pendurar o espelho na parede. No BWC das alunas, boa parte dos acentos plásticos já sumiu total ou parcialmente.

Para quem tem memória, hoje a escola é uma beleza, em termos de edifício. As precárias instalações originais haviam sido interditadas antes, por ameaçar aos alunos e não oferecer condições de funcionamento. Até deputados e Ministério Público foram acionados. Depois de pronto, ainda necessita de melhorias. Em março de 2009, os alunos fizeram protesto por causa da falta de ventiladores, requsito mínimo frente ao calor inclemente da região. No link, a matéria do "Diarinho do Litoral".

http://blog.diarinho.com.br/mais-de-400-alunos-protestam-contra-a-falta-de-ventiladores-no-nereu-ramos




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Papai Noel versátil


Apesar de ser figura tão famosa e requisitada, parece que Papai Noel, assim como muito brasileiros comuns, se obriga a ter várias ocupações. Se estiver interessado, a estofaria do bom velhinho fica em Balneário Camboriú.
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Conteúdo adulto


As configurações do blog me colocaram na dúvida, estado natural de um ser humano que pensa. Afinal, somos forçados a certezas momentâneas, a tomadas de decisões, porém tudo se move e se transforma em velocidade espantosa, em nossa existência e  da humanidade em geral. Um leitor mais ingênuo (existe!) poderia acreditar que conteúdo adulto é só algo não voltado para o público infantil.

Conteúdo adulto significa sacanagem, XXX, sexo... Então devo categorizar meu blog como conteúdo infantil? Excluir o sexo, o erotismo e assuntos afins de minhas reflexões, observações? É velha a discussão sobre a diferença entre erotismo e pornografia, entre a arte e o chulo. As convenções estão ai para serem usadas em caso de dúvida, mas tudo deve ser posto em dúvida, uns dos papeis da filosofia. Pedofilia é conteúdo adulto então? A política entra em conteúdo adulto? XXX

Homeless

Minha Casa, Minha Vida

As pessoas vão e vêm, e literalmente passam por cima do Próximo, no Terminal Rodoviário Rita Maria, na capital de Santa Catarina, Florianópolis, a Ilha da Magia, no Sul Maravilha, área mais rica do Brasil, a nação do futuro. Pelo menos, o pedaço que abriga a este ser humano é arejado e limpo. Bem diferente de vários outros viadutos, pontes, escombros e buracos em geral, fétidos, insalubres, sujos, indignos até de um cachorro lazarento de rua. (Que bom que existe a "Viva bicho", em Camboriú, com mais de 700 animais abrigados, esperando adoção. E os abrigos para gente?)

Antes de largar um "eles querem viver assim", é bom pensar que se há ajuda adequada, acolhimento, o que não é verdade, há os casos em que o sujeito acha qualquer coisa melhor que seus "amigos", "vida normal", "família", locais de trabalho sem a menor solidariedade e cortesia. A sociedade fria, consumista, egoísta, é bem podre e produz a doença mental em muitas esferas ditas "saudáveis", "normais".

Tem gente "bem" que vai lá e maltrata o sem-teto, morador de rua, andarilho, homeless. Surra, bota fogo, como os rapazinhos de elite brasiliense fizeram com o Indio Pataxó. Nem precisa ser morador de rua. Pode ser uma trabalhadora, empregada doméstica, que apanhou dos "meninos-bem", no Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa (nem para inglês ver! propaganda enganosa). Eles se acharam no direito de espancá-la por pensar que era uma prostituta. Com esta parte da "boa sociedade", dá vontade mesmo de sair fora. É chavão, mas tem que perguntar todo dia, "Que país é este?", para não perder a capacidade de se espantar. Há família criando pequenos fascínoras, sem a menor delicadeza para com o Próximo.
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Biblioteca

Escola sem biblioteca é sinônimo de improbidade administrativa e subdesenvolvimento. Quanto mais bibliotecas modernas e agradáveis houver, à disposição dos jovens e comunidade, menos crime na rua e cracolândias. É responsabilidade de todos - pais, alunos, professores, jornalistas - cobrar daqueles a quem demos a caneta para nos representar. Diretora de escola, cargo de confiança, deveria explicar porque sua escola não tem biblioteca.

Em Balneário Camboriú, a Biblioteca Pública funcionou por anos num casebre precário, na Avenida do Estado. E o Teatro? Como vai? Esta é outra novelha muito velha...
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Sinpro Itajaí - SC


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Governo mal educado, escolas sem biblioteca

Em Santa Catarina, como professora, resta-me torcer para que Raimundo Colombo (DEM), através de seu secretário de educação, no mínimo abra o diálogo e converse com os professores e suas entidades. O nomeado Marco Tebaldi, ex-prefeito de Joinville, parece disposto. O absurdo é que tanto o ex-governador Luiz Henrique, quanto o ex-secretário Paulo Bauer, apesar do tratamento autoritário e depreciativo para com a educação e os professores, se elegeram "Senador" por Santa Catarina. Vida mansa.
Diretores de escola contam que foram obrigados por Paulo Bauer a desfiliar-se do Sindicato dos Professores, como se um cargo por indicação política os tornasse menos "professores". Quem vê entrevistas e propaganda sobre a educação, mas a vive por dentro, só pode ficar revoltado com o mundo do faz-de-conta da campanha política. Não é só questão salarial, embore qualquer um ganhe mais que professor, sem ter que levar trabalho para casa e viver a se qualificar.

Excelência?  Inúmeras escolas fazem "vaquinha", através das APP (Associação de Pais e Professores) para comprar papel higiênico, pagar servidor terceirizado para limpeza, ou pôr um bebedouro. Abundam escolas sem biblioteca e com computador só para mostrar às visitas. Os professores, quando muito, têm um PC-zinho para disputar entre 20, 30 profissionais, para conferir uma mensagem-zinha, na hora do intervalo. Falo de biblioteca moderna, informatizada, com acervo digital também, videoteca, etc Não aquela salinha pobre, onde também guardam vassouras e retroprojetores estragados.

Autoridade responsável por escola sem biblioteca  aberta à comunidade, deveria ser penalizada pela Lei de Responsabilidade Educacional. A comunidade precisa cobrar. Não adianta ficar de blá blá blá de campanha contra a violência e crack etc, enquanto a rapaziada não tem onde ir e fica pelas calçadas e esquinas. Lembremos por quantos anos a Biblioteca Municipal de Balneário Camboriú funcionou num casebre precário de madeira, na Avenida dos Estados. O Colégio Tomás Garcia (municipal, Balneário Camboriú), que parece ter mais de 500 alunos, está com biblioteca "desativada", informaram, por causa da enchente de novembro de 2008. Estamos no início de 2011. Vai ficar cumprida a história, mas lembrem-se das escolas estaduais interditadas em Itajaí, sendo o Nereu Ramos, no bairro Fazenda, uma das novelas de descaso mais arrastadas. Até visita de comissão parlamentar recebeu.

Pior que escola sem biblioteca, é bairro sem escola para a rapaziada fazer ensino médio (o antigo segundo grau). O populoso bairro Dos Municípios, de Balneário Camboriú, por exemplo, obriga-os a ir para o lado de lá da BR 101, em especial para o famoso Maria da Glória. Quem sabe os vereadores, agora muito auxiliados por seus novos assessores, contratados sem o estresse de concurso público, lembrem de pleitear. O vereador Medeiros, do Bairro dos Municípios, em Balneário Camboriú, que não precisa mais cuidar do mercadinho, podia lutar por uma escola de ensino médio e biblioteca para o Tomás Garcia.

Sindicato dos Trabalhadores em Educação - sede Itajaí


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sábado, 11 de dezembro de 2010

Entrou, morreu!


Posted by PicasaO cão nem sempre é o melhor amigo  do homem. O aviso nada amistoso estava no portão de uma casa em construção, no centro de Balneário Camboriú. A primeira vítima foi o português (entrou vírgula morreu ponto...). Mas, para bom entendedor, a ameça basta. Interessante o contraste da coloquialidade de "entrô" com a elegância do "bravo", quando provavelmente o "brabo" melhor se aplica. Vale espiar a "aula" do professor Claudio Moreno (http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2009/05/05/brabo-ou-bravo/).

Humor à parte, é preciso dizer que a Linguística não discrimina as "variantes" de classe social, geografia, etc. O português da norma-padrão (que não é de bom tom chamar de norma-culta) é quase uma ficção. Quem diz o que é certo ou errado, de modo bastante ilógico, é a Gramática Prescritiva, que não é ciência."Nóís vai, nos fumo e vortemo" é apenas uma variante gramatical desprestigiada por preconceito social.

Pena que a vida humana seja tão menosprezada, em plena civilização. Trânsito feroz, cercas elétricas, e até o melhor amigo vira inimigo.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Tucanos na calçada

Quem estava a caminho do ponto do ônibus, na Quinta Avenida, Balneário Camboriú, teve que passar pela movimentada pista. Este veículo, que recolhia placas de campanha política tucana, ocupou o espaço dos pedestres. Retificação: calçada não, porque é de terra, não é pavimentada. Além de multa de 120 Ufir, parece que se aplica a remoção do veículo, com atribuição de cinco pontos na carteira do pretenso motorista, por infração grave. Para ser mais exata, as placas eram de Dado Scherem, que sendo homem correto, casado com professora universitária, não aprovaria a atitude. Só uma pequena recordação da última campanha política, tempo em que infelizmente alguns pensam ser um vale-tudo. Carros de som berrando na porta dos cidadãos, papelada, sujeira. Quem queria adotar a regra de só votar no candidato respeitoso, teria votado em branco. Mas pelas nossas portas e ruas, o que pouco se viu foi candidato mostrando a cara pessoalmente.

sábado, 4 de dezembro de 2010

O tijorola

O celular foi uma revolução na vida das pessoas. Ainda mais para quem morava onde não havia telefone fixo disponível. De objeto de luxo, tornou-se praticamente descartável. Engoliu o rádio, a TV, a internet, o pendrive e a máquina fotográfica. Agora parece absurdo, mas pagava-se até para receber ligações. Aquele dinheiro todo de conta telefônica hoje seria uma beleza na poupança. Mas não adianta chorar sobre os reais derramados.

O meu primeiro celular foi um motorola flip com anteninha, que veio numa caixa grande, tipo caixa de camisa. Com o tempo virou o "tijorola", alvo de piada dos que trocavam mais frequentemente de aparelho, e por aparelhos cada vez menores. Quando saia de casa, além da livrarada e a bolsa pesada, ainda tinha que levar uma sacolinha para o carregador de bateria e os transformadores. O aparelho, depois de muitos serviços prestados e algumas baterias gastas, acabou como peça de museu nas gavetas, embora eu tenha seguido pagando contas por mais uns meses.

O mundo deu muitas voltas e inventaram o pré-pago. A era do Pronto. Ganhei um Ericsson, uma elegância comparado ao velho tijorola. Adeus às contas, mas também ao meu número.