O cão nem sempre é o melhor amigo do homem. O aviso nada amistoso estava no portão de uma casa em construção, no centro de Balneário Camboriú. A primeira vítima foi o português (entrou vírgula morreu ponto...). Mas, para bom entendedor, a ameça basta. Interessante o contraste da coloquialidade de "entrô" com a elegância do "bravo", quando provavelmente o "brabo" melhor se aplica. Vale espiar a "aula" do professor Claudio Moreno (http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2009/05/05/brabo-ou-bravo/).Humor à parte, é preciso dizer que a Linguística não discrimina as "variantes" de classe social, geografia, etc. O português da norma-padrão (que não é de bom tom chamar de norma-culta) é quase uma ficção. Quem diz o que é certo ou errado, de modo bastante ilógico, é a Gramática Prescritiva, que não é ciência."Nóís vai, nos fumo e vortemo" é apenas uma variante gramatical desprestigiada por preconceito social.
Pena que a vida humana seja tão menosprezada, em plena civilização. Trânsito feroz, cercas elétricas, e até o melhor amigo vira inimigo.
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