Andanças de uma cidadã jornalista e professora, pelas ruas, bairros, em Santa Catarina, litoral Sul Maravilha, Brasil. Ou pelos cantos de casa mesmo, em conversa com meus botões.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Homeless
As pessoas vão e vêm, e literalmente passam por cima do Próximo, no Terminal Rodoviário Rita Maria, na capital de Santa Catarina, Florianópolis, a Ilha da Magia, no Sul Maravilha, área mais rica do Brasil, a nação do futuro. Pelo menos, o pedaço que abriga a este ser humano é arejado e limpo. Bem diferente de vários outros viadutos, pontes, escombros e buracos em geral, fétidos, insalubres, sujos, indignos até de um cachorro lazarento de rua. (Que bom que existe a "Viva bicho", em Camboriú, com mais de 700 animais abrigados, esperando adoção. E os abrigos para gente?)
Antes de largar um "eles querem viver assim", é bom pensar que se há ajuda adequada, acolhimento, o que não é verdade, há os casos em que o sujeito acha qualquer coisa melhor que seus "amigos", "vida normal", "família", locais de trabalho sem a menor solidariedade e cortesia. A sociedade fria, consumista, egoísta, é bem podre e produz a doença mental em muitas esferas ditas "saudáveis", "normais".
Tem gente "bem" que vai lá e maltrata o sem-teto, morador de rua, andarilho, homeless. Surra, bota fogo, como os rapazinhos de elite brasiliense fizeram com o Indio Pataxó. Nem precisa ser morador de rua. Pode ser uma trabalhadora, empregada doméstica, que apanhou dos "meninos-bem", no Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa (nem para inglês ver! propaganda enganosa). Eles se acharam no direito de espancá-la por pensar que era uma prostituta. Com esta parte da "boa sociedade", dá vontade mesmo de sair fora. É chavão, mas tem que perguntar todo dia, "Que país é este?", para não perder a capacidade de se espantar. Há família criando pequenos fascínoras, sem a menor delicadeza para com o Próximo.
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