segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Governo mal educado, escolas sem biblioteca

Em Santa Catarina, como professora, resta-me torcer para que Raimundo Colombo (DEM), através de seu secretário de educação, no mínimo abra o diálogo e converse com os professores e suas entidades. O nomeado Marco Tebaldi, ex-prefeito de Joinville, parece disposto. O absurdo é que tanto o ex-governador Luiz Henrique, quanto o ex-secretário Paulo Bauer, apesar do tratamento autoritário e depreciativo para com a educação e os professores, se elegeram "Senador" por Santa Catarina. Vida mansa.
Diretores de escola contam que foram obrigados por Paulo Bauer a desfiliar-se do Sindicato dos Professores, como se um cargo por indicação política os tornasse menos "professores". Quem vê entrevistas e propaganda sobre a educação, mas a vive por dentro, só pode ficar revoltado com o mundo do faz-de-conta da campanha política. Não é só questão salarial, embore qualquer um ganhe mais que professor, sem ter que levar trabalho para casa e viver a se qualificar.

Excelência?  Inúmeras escolas fazem "vaquinha", através das APP (Associação de Pais e Professores) para comprar papel higiênico, pagar servidor terceirizado para limpeza, ou pôr um bebedouro. Abundam escolas sem biblioteca e com computador só para mostrar às visitas. Os professores, quando muito, têm um PC-zinho para disputar entre 20, 30 profissionais, para conferir uma mensagem-zinha, na hora do intervalo. Falo de biblioteca moderna, informatizada, com acervo digital também, videoteca, etc Não aquela salinha pobre, onde também guardam vassouras e retroprojetores estragados.

Autoridade responsável por escola sem biblioteca  aberta à comunidade, deveria ser penalizada pela Lei de Responsabilidade Educacional. A comunidade precisa cobrar. Não adianta ficar de blá blá blá de campanha contra a violência e crack etc, enquanto a rapaziada não tem onde ir e fica pelas calçadas e esquinas. Lembremos por quantos anos a Biblioteca Municipal de Balneário Camboriú funcionou num casebre precário de madeira, na Avenida dos Estados. O Colégio Tomás Garcia (municipal, Balneário Camboriú), que parece ter mais de 500 alunos, está com biblioteca "desativada", informaram, por causa da enchente de novembro de 2008. Estamos no início de 2011. Vai ficar cumprida a história, mas lembrem-se das escolas estaduais interditadas em Itajaí, sendo o Nereu Ramos, no bairro Fazenda, uma das novelas de descaso mais arrastadas. Até visita de comissão parlamentar recebeu.

Pior que escola sem biblioteca, é bairro sem escola para a rapaziada fazer ensino médio (o antigo segundo grau). O populoso bairro Dos Municípios, de Balneário Camboriú, por exemplo, obriga-os a ir para o lado de lá da BR 101, em especial para o famoso Maria da Glória. Quem sabe os vereadores, agora muito auxiliados por seus novos assessores, contratados sem o estresse de concurso público, lembrem de pleitear. O vereador Medeiros, do Bairro dos Municípios, em Balneário Camboriú, que não precisa mais cuidar do mercadinho, podia lutar por uma escola de ensino médio e biblioteca para o Tomás Garcia.

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